Mercado Imobiliário: o que podemos esperar de 2019?

Após anos de baixa, o mercado imobiliário começou a dar sinais de recuperação em meados de 2018. Passando por um período de transição, o setor volta a enxergar oportunidades de crescimento, com a baixa da taxa Selic e a redução de juros nas linhas de financiamento.

Confira a nossa análise sobre as principais tendências e expectativas para o mercado imobiliário em 2019 e veja como investir no setor com segurança.

Se você ainda é pouco familiarizado com o Mercado Imobiliário, antes de tudo, te aconselho a leitura a seguir: Investimento em imóveis? Conheça o ABC do mercado imobiliário.

Como o mercado imobiliário chegou até o momento atual?

Entre 2008 e 2012, o mercado imobiliário nacional viveu um boom de crescimento. Apesar da crise financeiro que atingiu países do mundo todo (começou pelos Estados Unidos, com sua bolha imobiliária) os brasileiros passavam por uma fase de otimismo geral, com facilidade para comprar e também a para vender imóveis.

Enquanto o resto do mundo passava por instabilidade, o Brasil vivia um excelente período. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram um crescimento de 42%, em 2011, no volume de recursos liberados para financiamento de construção e compra de imóveis.

Já o Banco de Compensações Internacionais (BID, na sigla em inglês) afirma que entre 2008 e 2012 a valorização imobiliária no Brasil foi de 121%.

Mas a partir de 2013 o cenário econômico mudou, com desaquecimento do mercado. O ponto mais grave foi sentido em 2015, quando a economia já estava enfraquecida e somou-se às incertezas políticas.

Houve intensa retirada de dinheiro de cadernetas em todo o país. Como o financiamento imobiliário é feito com esses recursos, o crédito ficou mais caro e burocrático, assim, toda a cadeia de compra e vendas de imóveis foi afetada.

Oferta de crédito mais barato deve aquecer mercado imobiliário

Depois de um tempo em baixa, o mercado financeiro deve voltar a um ciclo de alta em 2019, especialmente em função da facilidade de obter crédito em instituições financeiras.

O processo está mais simples e mais barato. Atualmente em 6,5%, a taxa Selic – que funciona de base para todo o mercado financeiro brasileiro – deve se manter nesse patamar em 2018 e fechar 2019 em 8%.

Isso influencia diretamente o valor de juros cobrados nos financiamentos imobiliários e deixa o valor final do recurso tomado mais barato.

A inflação também deve se manter entre 3% e 4%, contribuindo para aumentar a confiança do investidor na estabilidade econômica.

Além disso, a Caixa Econômica Federal anunciou mudanças, em agosto de 2018, que favorecem o reaquecimento do setor.

As taxas mínimas de juros passaram de 9% para 8,75% ao ano em imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Já os imóveis do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) as taxas foram de 10% para 9,5%.

E até para quem vai comprar um imóvel usado, as notícias são positivas. O limite de financiamento, nesse caso, passou de 70% para 80%. Na prática, isso significa que o comprador precisa de um valor menor de entrada, o que facilita a compra de maneira geral.

Detentora de quase 70% do crédito imobiliário no país, a Caixa disponibilizou, juntamente com o lançamento dessas medidas, R$ 20 bilhões em recursos para financiamento. Valor que certamente terá reflexo do aquecimento do mercado.

Transferência de financiamento facilita processo de aquisição de imóveis

Mais uma notícia que demonstra a projeção de crescimento do mercado imobiliário é a possibilidade de fazer transferência de financiamento.

A Caixa Econômica voltou a aceitar esse tipo de transferência em 2018. Esse “movimento” injetou novas expectativas de desenvolvimento no setor.

A transferência de financiamento imobiliário acontece quando o consumidor transfere sua dívida de um banco para outro em busca de condições mais vantajosas.

Como o valor de um imóvel é mais alto, mesmo uma pequena diminuição de 0,5% na taxa anual resulta em grandes economias do preço final pago pelo cliente, com diferenças que ultrapassam a casa de 10 mil reais.

mercado de imóveis

Qual será o impacto das eleições no mercado imobiliário em 2019?

A partir do dia 1º de janeiro de 2019 o Brasil terá um novo presidente. A mudança no cenário político influencia todas as áreas do país e quando falamos de um momento de crise econômica, com índice de desemprego muito alto, a relação é ainda mais próxima.

Afinal, quem quer comprar uma casa, fazendo uma dívida que será paga durante anos, se estiver com medo de perder o emprego?

Jair Bolsonaro que assumirá o cargo no próximo ano e ficará à frente do Governo até 2022 deve viver uma série de desafios, com a responsabilidade de retomar o caminho do crescimento econômico.

Os especialistas estão otimistas com o próximo governante, mas frisam a necessidade de dar mais atenção ao ajuste fiscal, fazendo uma administração racional e com uma série de medidas que melhorem a economia.

Com a tendência de fim da retração do mercado imobiliário, esse é um bom momento para investir. As condições estão facilitadas e o crédito mais barato, por isso, quem comprar agora pode ter bons resultados no futuro.

Se o novo governo cumprir as expectativas de crescimento econômico, os imóveis voltarão a se valorizar, o que proporciona bons rendimentos para os investidores.

Mercado mineiro também será influenciado

Em Minas Gerais, a expectativa também é de recuperação do setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Linhares Jardim Júnior, algumas medidas devem ser tomadas para que as previsões, de fato, se concretizem.

Além de diminuir a burocracia e combater a informalidade, a entidade espera um ambiente de negócios mais promissor a partir de 2019.

Com a retomada do crescimento econômico, o mercado imobiliário será fundamental para a geração de novos empregos.

Segundo o Diretor de Operações da Intacta Engenharia, Rogério Iapicca, existem ótimas expectativas para o ano de 2019, tanto para investidores quanto para compradores.

Ele lembra que em 2012 a Intacta Engenharia proporcionou aos seus investidores, retorno aproximado de 20% (TIRM). “A Intacta é uma construtora de muita credibilidade no mercado, e nossos parceiros investidores confiam na empresa”.

Rogério ainda diz, “existe uma demanda reprimida em razão da crise e das instabilidades políticas, o dinheiro não sumiu do mercado, apenas deixou de circular. Estamos muito otimistas para o próximo ano”

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